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Viver mais e melhor

Os brasileiros estão vivendo mais. Em 1940, a expectativa de vida era de 45 anos e meio. Atualmente, passa dos 75 anos de idade.

O governador Geraldo Alckmin, que é médico, costuma dizer que esse aumento da expectativa de vida se deve principalmente a três fatores: água tratada, vacina e antibiótico.

Eu, como engenheiro, só tenho que concordar. Mas a esses três avanços eu somaria mais um, que é a cultura de valorização da pessoa idosa, concretizada em leis como o Estatuto da Pessoa Idosa e em tratados internacionais capazes de unir os países em defesa de quem tem 60 anos ou mais.

Aqui na Câmara dos Deputados foi realizado, nesta semana, um evento para marcar o lançamento do Ano de Valorização e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa. A iniciativa faz parte dessa grande mudança de pensamento em relação à terceira idade.

A ideia é dedicar este ano à divulgação dos direitos dos idosos, ao debate sobre as questões que interessam às pessoas com mais de 60 anos. E são tantas questões – temos que falar sobre a discriminação em virtude da idade; temos que falar da violência cometida contra os idosos; temos que falar do acesso à cidade, ao lazer; da autonomia e da integração comunitária; temos que falar da previdência social, do trabalho e da educação; e, lógico, temos que falar de saúde e de envelhecimento ativo.

Proponho começarmos agora mesmo a dar mais visibilidade para essas questões em nossos espaços de diálogo e convivência. Um bom início é pelo Estatuto da Pessoa Idosa, lei que existe há 15 anos e que precisa passar para o domínio da população, precisa ser conhecida, reconhecida, defendida e aplicada.

Neste link que vou compartilhar você vai encontrar o Estatuto da Pessoa Idosa em vários formatos, até em áudio: http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/763).

Gosto muitos dos artigos segundo e terceiro da lei, que tratam dos direitos das pessoas idosas e das obrigações em relação a essa parcela tão importante da nossa população. Confira que texto maravilhoso, que explica tudo o que desejamos para nossos idosos:

Art. 2º O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

Art. 3º É obrigação da família, da comunidade, da so¬ciedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à digni¬dade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Quanto mais pessoas conhecerem os direitos humanos da pessoa idosa, mais a nossa sociedade se engajará em defender e valorizar esses direitos.